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Foto por: Fabrício Pazelli. |
Esvai-se
no ar como castas poeiras de açoites noturnos
Permeia
no presente o odor atroante do passado
Nada
sobra dos olhos embeiçados com sussurros
E
hoje caminha lento o tempo que antes corria descalço
Conto
viver em sonho numa bolha de utopia verídica
Sua
perenidade escassa, ruina-se com o fim da noite.
A
concupiscência de uma carne podre, porém lúdica.
A
despeito de uma tortura privação do gozo da foice
Os
olhos esgazeados da continência viril e infante
Habitava
a criança no fundo de uma sólida dama
Uma
hostil crítica afastava a face da bela e estafante
Induzida
ilação de um prévio conceito com drama
Despeço-me
com o banzar de minhas secas lágrimas
Com
a certeza que vivida flama foi de ode folgaz
Ao
eviterno átimo em chamas livre da anátema
Que
sobrevivo à transgressão de um coito sagaz.
Ass:
Fabrício Pazelli.
13/01/2015