![]() |
Foto por: Fabrício Pazelli. |
AO DIA DA POESIA (14/03)
Dias acalantado pelo afago
fatigado de uma poesia
Onde as noites sustentavam-se
como seu homizio
Tênues dedos flagelados,
esmerados de pura nostalgia.
Palavras estas que engodou um
sofrimento dúbio
Ela voa, ela plana, sussurra
no ar sua arte faminta
Sua mácula num império
saudosista a profana
Ela canta, ela dança,
petrifica no ar o sabor da sina
Sua matéria aprisiona no
drama em suor sua trama
Trêmula e trôpega, seu instinto
é belicoso.
Víboras em rostos venustos
anunciam seu poder
Assim cumpre-se uma tirania
que exala no esporro
Aos ventos que emanam chamas
no amanhecer
Grite feliz e loquaz poeta em
sua caneta livre.
Liberte esta dor, este poema
poético em tua poesia.
Rasgue sangue num papel que
permanece calado
Faça-o chorar com verdades perante
a demasia
Seja assim, seja em mim, em
ti.
Me alimento da carne que
range os dentes,
Da gordura que decepa meus
desejos.
Seja fraco, forte ou pra si.
Me debruço em peito dilacerado
divergente.
De atos que acerta meus
anseios.
Límpida poesia poética de um
poeta poético...
Te espero no infinito de
braços abertos...
Límpida poesia poética de um
poeta poético...
Te espero fleumático de olhar
intrépido...
14/03/2013