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Foto por: Fabrício Pazelli. |
Abro
com meus questionamentos...
Até
onde a luz alcança?
Não
escute meus lamentos
Vai
que sua mente descansa?
Não
confie no poder dos olhos
Desacredite
da veracidade da dor
A
frase ecoa sem paz nos ossos
Que
a lágrima sucumbe ao sabor
Que
sina essa que não deixa respirar,
E
meu peito range com a brasa?
Em
seus olhos há o desejo de sangrar
A
uma face que grita sem graça
Há
uma força que oprime a lógica
Uma
pergunta que exala esperança
Não
há poder na ímpia história
Apenas
o dever de ouvir quem manda
Minto
sem pensar
Finjo
mal pra mim
Eu
queria não tragar
O
odor que há em ti
Lonjura
fria de esmero
Sabedoria
de ferro
Postura
vil sem feto
Por
um aborto incerto
A
sua boca pede carne
A
sua face pede corpo
As
suas mãos pedem frases
Estas
nuas de escopo
Suar...
Sabor...
Amar...
Dor...
Finalizo
sem resposta e sem ação
Haverá
uma guerra sem líbito
Em
mim brada a foice da razão
Decepada
com a força do exílio
Ass:
Fabrício Pazelli.
01/02/2015