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Foto por: Autor desconhecido. |
Inerte sobre o chão deleita sem mover
Os dedos sujos e empoeirados deixam marcas
A única essência de seu flagelado poder
Que regressa dia a dia num canto sem palmas
Os dedos sujos e empoeirados deixam marcas
A única essência de seu flagelado poder
Que regressa dia a dia num canto sem palmas
Saia deste tempo
Acasala com os pés
Não esquece vil lamento
Que não perece do que és
Acasala com os pés
Não esquece vil lamento
Que não perece do que és
Num canto é
deixado
Pelo desafeto do esquecimento
Exaltado num asfalto
Pela fé de um cético momento
Pelo desafeto do esquecimento
Exaltado num asfalto
Pela fé de um cético momento
Os
fabulosos pés estão descalços
O que a vida reservou?
A resposta de outrora famígera o acaso
Num ímpio desejo que a levou.
O que a vida reservou?
A resposta de outrora famígera o acaso
Num ímpio desejo que a levou.
Frio à mover-se
com a sola mórbida que a guia
Do que serás feito o teu desejo que se cala?
Ele vive ali parado, sem servir, só sucumbia.
E assim, o que me eleva, corta a fala.
Do que serás feito o teu desejo que se cala?
Ele vive ali parado, sem servir, só sucumbia.
E assim, o que me eleva, corta a fala.
Ass:
Fabrício Pazelli.
15/03/2015
15/03/2015
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